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Região

Pombal, Cidade com história

É dificil definir com exactidão o aparecimento do povoamento, no entanto sabe-se que o seu Castelo foi “residência” de Cristãos e Mouros como se lê na lenda do “Mouro Al Pal Omar”. O primeiro foral foi-lhe concedido pelo Grão Mestre da Ordem dos Templários, Gualdim Pais, em 1174.

Já no século XVIII, registou-se novo momento importante da história de Pombal, com a presença de Sebastião José de Carvalho e Melo (1777-1782), que viria inclusive a adoptar o título de Marquês de Pombal. Além de responsável pelo ordenamento da parte baixa da vila, tendo edificado a cadeia, o sítio do antigo pelourinho e o celeiro, assumiu um papel fulcral no desenvolvimento económico e social da região, promovendo nomeadamente a criação da manufactura de chapéus grossos na Quinta da Gramela.

Na primeira década do século XIX, a vila foi assolada pelas invasões francesas que deixaram marcas no quotidiano das populações. Ultrapassadas estas adversidades, Pombal tornou-se paragem obrigatória do serviço da Mala Posta e do caminho-de-ferro, que deram um novo impacto ao crescimento populacional e desenvolvimento económico.

O Concelho de Pombal integra a parte norte do distrito de Leiria que se estende da serra de Sicó ao mar, com uma paisagem admirável de encostas serpenteadas por oliveiras e pequenos muros de pedra. Onde os pinhais centenários escondem praias puras que poucos conhecem e a gastronomia faz as suas vénias com o sabor dos biscoitos e dos queijos.

Venha explorar o nosso concelho da serra ao mar

Serra de Sicó

Com 553 metros no ponto mais elevado, esta serra que dá nome a todo o maciço calcário é a mais alta do seu bloco ocidental.O modo como se eleva no contexto regional terá provocado a exumação praticamente total dos depósitos de cobertura, pondo a descoberto a rocha calcária. O intenso processo de lapiazação que sofreu, faz da Serra de Sicó um dos magníficos exemplos de paisagem cársica da região.

Além dos extensos campos de lapiás, podem ser aqui encontradas outras formas cársicas de superfície e de profundidade. É o caso das dolinas parcialmente desmanteladas que se anicham no vasto “colo” que separa o Monte de Sicó do seu irmão ocidental, o Monte do Ouro, e também o caso de alguns algares e lapas que, benificiando da intensa fracturação tectónica que esta área terá sofrido, ocorrem sobretudo a oriente da serra (Lapa da Cerâmica, Algar da Lagoa, Algar da Pena Só, Algar da Ervilha, etc.) numa área que é hoje uma das mais procuradas pelos espeleólogos.

A forte assimetria e, nomeadamente, a íngreme escarpa que constitui a vertente nordeste tornam o ponto somital desta serra num magnífico miradouro donde se pode avistar, para este, parte significativa do maciço calcário e, para sul, uma vasta área que leva a Serra de Alvaiázere e, em dias de boa luminosidade, ao Maciço Calcário Estremenho. Pena é que este cimo, apesar de mal servido por estreito caminho, praticamente só acessível a veículos de todo o terreno, se apresente hoje bastante descaracterizado. Por um lado, a necessária torre de vigilância a incêndios e as úteis antenas de rádio; por outro lado, uma inacabada capela e o inestético terreiro de cimento com que se pretendeu apoiar romarias que levam os fiéis da regiăo ao cimo da Serra de Sicó, onde o carácter aberto dos espaços e a aridez e sumptuosidade da paisagem convidam a reflexão interior e a espiritualidade.

Neste maciço cujas características estruturais e geomorfológicas conduzem a uma forte penetração das águas superficiais no interior da massa calcária, tornando a superfície seca e a rocha nua, desenvolve-se, assim condicionada, uma vegetação de características mediterrânicas da qual constituem relíquias as raras manchas dos balcedos de carrasco e pequenas áreas residuais das matas de carvalho-cerquinho e sobreiro.

A expansão da agricultura, sobretudo os olivais, esporadicamente pinhais e eucaliptais, a acção do fogo e do pastoreio transformaram a vegetação da Serra de Sicó. Assim, apresenta-se hoje muito desnudada, praticamente constituída por um mato onde domina a erva-de-Santa- Maria, a roselha-grande e o saganho-mouro.

Nestas zonas abertas vegetam com facilidade as orquídeas e outras plantas bolbosas e rizomatosas, tais como a erva-língua-maior e a Ophrys scolopax subsp. scolopax. O seu elevado interesse comercial, leva a que sejam muitas vezes colhidas tão intensamente que rápido se tornam espécies em vias de extinçăo.

O Narcissus calcicola, a coroa-imperial e a arruda-dos-muros comum sobretudo nas fendas das rochas básicas, sob coberto de carrascal ou em matos baixos, podem já considerar-se raridade em Portugal.

Do alto de uma escarpa ou do ramo de uma árvore, o bufo-real, vigia o seu território em movimentos de cabeça de uma sobranceria imperturbável. Afere os aparelhos auditivo e visual; com precisão de radar localiza a presa e, em voo silencioso, precipita-se de garras esticadas até a desprevenida vítima: é o ritual de caça do grande predador noctívago.

De dia, dorme preguiçosamente protegido pela imobilidade das sombras dum buraco, na falésia calcária, aguardando a chegada da noite. O alvoroço das avesitas que freneticamente denunciam a sua presença deixa-o impávido.

Raríssimo na região e no país, o mocho-real, como também é conhecido, ocupa lugar de relevo entre as jóias naturais de Sicó. Não se pode ficar insensível perante os perigos que ameaçam a biodiversidade de uma área já de si tão árida que Raul Proença lhe chamou a “mais descarnada das montanhas de Portugal”, mas que também por isso é das mais belas.


Praia do Osso da Baleia

A Praia do Osso da Baleia está situada em plena Mata Nacional, na freguesia do Carriço, concelho de Pombal. O nome desta praia tem origem no início do século XX devido ao aparecimento de um esqueleto de baleia que, segundo testemunhos orais, terá dado à costa naquele areal.

Esta praia é um local perfeito para quem gosta de grandes caminhadas, pesca desportiva, bodybord, surf, prática de voleibol de praia, bem como para quem aprecie a beleza natural de uma praia (dunas, flora e fauna).

A Praia do Osso da Baleia recebeu o galardão “Praias Douradas”, em 1998. Este galardão é atribuído a praias que apresentam valores singulares do ponto de vista geológico, florístico, faunístico, paisagístico ou patrimonial, com ambientes naturalizados e reduzido grau de infraestruturação.

A classificação como “Praia Dourada” permite a realização de obras e acções de requalificação ambiental, possibilitando a sua fruição e utilização turística em pleno respeito pelas condicionantes de ordem ambiental existentes.

Na Praia do Osso da Baleia foram efectuadas algumas obras de requalificação ambiental, nomeadamente a implantação de apoios de praia e construção de passadiços, em madeira, utilizados como acesso pedonal à praia, de forma a preservar as dunas e a vegetação existente

Desde 2004, a Praia do Osso da Baleia recebe, consecutivamente, o galardão "Bandeira Azul", atribuído pela Associação da Bandeira Azul da Europa - secção portuguesa da FEE.

A Bandeira Azul é um certificado de qualidade ambiental, atribuída a praias marítimas, praias de águas interiores, a portos ou marinas de recreio e a embarcações. A Bandeira Azul para praias é válida apenas para uma época balnear e é uma campanha voluntária ou seja, cabe às entidades locais apresentarem ou não a candidatura. Este processo é independente, participativo, exigindo o envolvimento de diferentes entidades e de diversos actores presentes ou intervenientes na região.

A campanha Bandeira Azul da Europa iniciou em 1987, integrada nas Acções do Ano Europeu do Ambiente, tendo como finalidade elevar o grau de consciencialização dos cidadãos para os problemas do ambiente costeiro e fluvial e incentivar acções que contribuam para a sua resolução.

Critérios de atribuição do Galardão Bandeira Azul - zonas balneares costeiras e fluviais
Conjunto de 27 critérios dos quais 23 são imperativos e abrangem 4 áreas:
I - Informação e Educação Ambiental;
II - Qualidade da Água;
III - Gestão Ambiental e Equipamentos;
IV - Segurança e Serviços

A Praia Osso da Baleia, tem visto nos últimos tempos melhorias significativas, nomeadamente nos apoios de praia e sobretudo para deficientes. Os bons acessos e as boas infra-estruturas, têm trazido cada vez mais banhistas à praia, contudo a beleza natural característica do Osso da Baleia, mantém-se practicamente intacta.

Tem-se conseguido preservar a envolvente de vegetação, de dunas e mesmo do próprio areal.
Faça então um passeio pelos passadiços de madeira que o levam à praia e deixe-se envolver pela natureza.


Tradições

Festas e Romarias:
Festa de Santo Amaro em Janeiro
Festas do Bodo na última semana de Julho
Feira Nacional de Artesanato e Tasquinhas em Setembro


Feiras

Na cidade, todas as semanas existe feira, que se realiza às segundas e quintas feiras. Existem também feiras distribuídas pelo resto do concelho, que poderá consultar no site do Município de Pombal.

FERIADO MUNICIPAL

11 Novembro

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